Está aí alguém?

Está aí alguém?” é um Jogo Narrativo ou de Personagens criado no âmbito da Jam no itch.io – Narrativando 2019. Esta jam tinha como objectivo desenvolver um pequeno jogo em português em 72 horas que pudesse ser utilizado para introduzir novos jogadores, neste sentido, procurei criar um jogo leve em termos de regras.

Está aí alguém? é um jogo sobre pessoas e os seus medos, personalidades. Neste jogo estão todas presentes num mesmo local, como um elevador que avariou, uma sala de espera de um consultório médico ou uma sala de aulas. Neste jogo algo desconhecido está lá fora, os jogadores não sabem o que é ou se é realmente alguma coisa perigosa. Mas o que vão fazer, procurar sair, ficar e esperar?

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Assim nasce um herói

Assim como? Quais as características ou qualidades que tornam uma pessoa um herói? Existe um gene herói? De que tipo de heroísmo estamos a falar? Do heróis que fica na história depois de uma batalha ou dos heróis do dia-a-dia por quem passamos todos os dias e ignoramos.

“Assim nasce um herói” é o meu novo projeto, um suplemento system agnostic para criar heróis. Mas de que heróis estamos a falar?

The older brother, Paul Helleu in Paul Helleu, peintre et graveur 1913

O Rapaz Imaginário

No mundo da fantasia vivem descansados uns seres mágicos chamados de fabulários. Os fabulários para sobreviverem necessitam de um amigo, um rapaz ou rapariga imaginário que os levem ao seu mundo tão real como um sonho. Estes amigos, que só existem no imaginário, libertam fascinária, a energia necessária para os fabulários sobreviverem.  A única forma dos amigos imaginários libertarem fascinária, a energia mágica, é sentirem-se felizes após enfrentarem um desafio ou solucionarem um problema, por isso os fabulários trabalham ativamente, ajudando os seus amigos imaginários a crescer nos seus mundos, a enfrentar os medos, a solidão, os seus problemas, ou seja, a serem felizes. 

O rapaz imaginário é um Jogo Narrativo, onde os jogadores contam histórias e são os seus personagens. 

Neste jogo, a criança procura reflectir e encontrar soluções para os problemas do seu amigo imaginário, uma criança real, e ao adulto, de forma, pedagógica  cabe a missão ouvir a criança e relatar o que acontece, sem se esquecer que deve promover a amizade, cooperação, bom senso, e não a violência de qualquer tipo. 

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Narrativando 2019

Imagem com  o título Narrativando sob fundo papel e gostas de tinta

Narrativando é um esforço colectivo de criar pequenos jogos narrativos (vulgo RPGs) que possam ser usados em encontros e eventos na introdução de novos jogadores ao mundo dos Jogos Narrativos. Neste sentido, espera-se que os jogos submetidos ofereçam, de uma forma inteligível a experiência dos Jogos Narrativos sem a necessidade de uma preparação prévia.

Podes submeter qualquer conteúdo que responda a esse objectivo e às seguinte regras:

  • No máximo o teu jogo pode ocupar 1 folha A4, adoptando qualquer formato, panfleto, caderno de 4 páginas A5, etc.
  • Pode ter conteúdos gráficos ou não, no caso de ter conteúdos gráficos não originais garantam que citam as fontes e que podem utilizar esses conteúdos para este fim.
  • Os jogos submetidos têm de estar escritos na língua Portuguesa.
  • Têm 72 horas para submeter o jogo.

Para além da escuridão

Há quem viva toda uma vida na escuridão, mas para lá da escuridão existe uma alma humana digna

Além da escuridão é um Ginga ( Ginga is not a game ), para pelo menos duas pessoas, sobre o que não se vê mas sente, ouve, respira. Nasce da vontade de alertar os criadores de jogos narrativos e simulação, que há pessoas que não vêem, que estão privadas de admirar as obras belas e carregadas de estímulos visuais, ilustrações, referências a filmes, estéticas. Os próprios documentos digitais não são acessíveis aos melhores screen readers.

Bem-vindos à escuridão.

Um agradecimento especial ao Jogador Sonhador

Imagem da Capa por Phoebe Strafford

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RPGénesis 2019: Obrigado!

Já lá vão umas semanas desde o final do RPGénesis 2019. O desafio começou a 4 de agosto e correu durante 9 dias até o dia 12 do mesmo mês (o tempo de submissão foi alargado devido à participação internacional, originalmente deveriam ser apenas 7 dias).

O desafio era simples: Escrever nesse tempo limitado um RPG com o mínimo de 5000 palavras que pudesse ser jogado apenas com o texto submetido.

Este desafio, lançado pela comunidade portuguesa de RPGs, nomeadamente dreamup, Lady Entropy, jrmariano e scumbagDM, viu a maior adesão de todas as sua edições que resultou em 20 submissões – 20 jogos narrativos.

As submissões não foram somente de entusiastas nacionais, mas contaram com participantes do Brazil e dos Estados Unidos, que, sem desejar diminuir ninguém, nos trouxe uma participação de Paul Czege, um dos membros do The Forge.

Eu também resolvi participar. Há varios anos, um grande amigo me tinha desafiado, mas nunca tinha acreditado ser capaz de em tão pouco tempo produzir nada que valesse a pena. Desta vez tentei. Não sei se o resultado valeu a pena, ainda não me dediquei a reflectir muito sobre isso, mas todo o processo valeu – e muito. Por isso e por me ter dado a oportunidade de conhecer gente fantástica – Obrigado RPGénesis.

Deixo agora a lista de jogos submetidos nesta edição:

Terra a Dentro

Da autoria de dreamup, um criador nacional, Terra Adentro é um jogo de fantasia medieval, esculpido a partir de Dungeon World.

Phonomancer

Phonomancer é um jogo nacional, desenhado por Lady Entropy, inspirado pelo comic Phonogram, é um jogo sobre escolhas, escolhas que implicam sacrifícios nomeadamente quando o poder nos afasta e leva por caminhos que nos obrigam a fazer escolhas. Segundo a autora a frase que define o jogo é: “Sacrificar, em troca de poder, o que mais amas no altar do fanatismo”.

A Viricorne Guide

Paul Czege criou este jogo em que o mestre de jogo assume o papel de um guia numa cidade misteriosa, e onde o jogador, um aventureiro, se vê utilizando os seus serviços. Neste jogo são utilizados tokens que quando terminam, termina a visita do aventureiro. Mas o que o levou até Viricorne?

HAT: Honor Among Thieves

HAT é um jogo da criadora nacional Minakie, onde os jogadores assumem o papel de honrados ladrões. O Jogo não limita o género de cenários ou tipos de personagem, por outro lado, foca-se no desenvolvimento individual dos mesmos para cada jogo, que se organiza em missões, ou, talvez os devéssemos chamar de “esquemas”.

Fadário

Penso que posso classificar o Fadário de um RPG do quotidiano. O seu criador, Miticspell, não ficará aborrecido comigo. Neste jogo, os jogadores assumem o papel de pessoas comuns que tentam viver a “vidinha” no seu bairro, entre trabalho e casa. O Fadário está criado para ser jogado em apenas uma sessão munindo-se de tabelas de aleatoriedade.

The King of the Ants

The King of the Ants é um jogo para 2 a 5 jogadores desenvolvido por Hella Big Claws. Não tive, ainda, a oportunidade de ler este jogo, por isso aqui vos deixo a descrição do seu autor: “When a God is born, a story begins. A Story of Devils, Seraphims, clashing for power,  for redemption, for hope.  And, caught up in the middle of it, Ant’s, struggling not to be trampled underfoot. But Ant’s are not useless. Even the smallest creature can topple a king. Peter killed Goliath, right? So why can’t an Ant kill a God?

Sobre o reino da necessidade

Rafael Carneiro Vasques criou este jogo para dois jogadores que não necessita de mestre de jogo. As mecânicas de jogo fazem lembrar um jogo de tabuleiro com acções narradas, onde um jogador assume o papel do povo e outro da nobreza.

SKATER+

Este jogo utiliza o sistema GUTS+ e foi desenvolvido por Robbie Antenesse. É um jogo em que os personagens são skaters que se vêem desafiados por outros grupos e onde devem conseguir demonstrar os melhores feitos em cima dessas pranchas terrestres dominando o skate park.

Como foi o meu dia?

Como foi o meu dia? é um jogo de em que seguimos pistas que nos levam a conhecer o dia de outro jogador, desenhado para ser jogado uma vez por dia. Neste jogo um dos jogadores lança uma pista e todos os outros tentam ficcionar em torno da pista o dia desse jogador. No final, depois de rodarem todos os jogadores, o que mais se aproximou da verdade e mais pontos facturou ganha. Não é normal vermos jogos classificados como RPG com esta noção do ganhar e perder.

H.A.R.P.A

HARPA é um jogo de Bruno Ribeiro esculpido a partir do The 101 de Rui Anselmo. Neste jogo o passado pode ser modificado, alterado, no estilo de alternate worlds e onde os jogadores são operacionais da HARPA, uma organização que “gere” informação que usa essa informação para explicar fenómenos paranormais.

The Jekyll Hypothesis

Este jogo de GameMaru passa-se na Londres Vitoriana após os acontecimentos relatados no livro O Estranho Caso de Dr. Jekyll e Mr. Hyde de Robert Louis Stevenson, e explora a premissa de que as experiências do Dr. Jekyll não foram de sua exclusividade e que mais pessoas as fizeram. O jogo explora estes elementos onde os jogadores assumem o papel de personagens neste mundo de ciência louca e que levou muitos a serem mais do que um.

The Crepuscular Realms

The Crepuscular Realms é um jogo que é um hack de Agone mas com um sistema próprio. Neste sentido este jogo resulta de uma tradução do jogo original com novas mecânica criadas pelo autor, Daniel Barbosa dos Santos.

Kings of the Sky

Kings of the Sky é um jogo que não recorre a mestre de jogo para 2 a 6 jogadores que assumem o papel de pilotos de caça numa frente esquecida da Primeira Guerra Mundial em 1916. É um jogo onde também há vencedores; o jogador que arrecadar mais pontos de prestígio ganha. É um jogo da autoria de Francisco Duarte.

Marés de prata-viva

Marés de Prata-viva é um jogo do scumbagDM, da Maré-Baixa, e mais um hack esculpido de Apocalypse World onde os jogadores assumem o papel de piratas. O ambiente de fantasia funde-se com um cenário pós-apocalíptico de onde poucos sobreviveram e onde ainda menos conseguem navegar nos novos mares de prata.

Catástrofe!

Em Catástrofe! os jogadores enfrentam um acontecimento catastrófico ou evitam que um aconteça. Neste jogo de Caue Reigota, Guilherme Nascimento e Tadeu Rodrigues, os jogadores – Sobreviventes, rolam contra o tempo e enfrentam os problemas e a catástrofe definida pelo Corvo.

Arixás – Crises no Afrofuturo

Arixás, de Henrique Andrade, é um jogo de sci-fi, afrofuturista, que parte da premissa que as navegações nunca ocorreram e que África assumiu um papel diferente na história. Neste jogo os jogadores assumem o papel de Arixás (Avatar+Orixás) que protegem a Mãe África de uma ameaça iminente.

Vogue Contra a Maldição

Este jogo de Raol Fontura, onde os personagens são heróis que lutam pelos menos afortunados, aprisionados pela maldição da crueldade, num mundo onde uns possuem o poder de a tudo obrigar outros. O jogo utiliza como fulcro do acaso um baralho de cartas.

Crónicas de Duthrailoth

Em Crónicas de Duthrailoth, Fenix Negra, propõe um jogo não cooperativo, de simulação militar onde os jogadores assumem o papel de um rei-general no mundo de Duthrailoth. O mestre de jogo assume o papel de mediador, e é neste elemento que me faz lembrar o jogo Diplomacy, cada jogador anuncia, em segredo, as suas acção ao MJ, medindo-se posteriormente o resultado.

Rolisboa 2019

É já neste fim de semana (28 e 29 de Setembro) que decorre o Rolisboa 2019, o encontro maior dos amantes de Jogos Narrativos em Lisboa, Portugal.

Programa

O programa já é conhecido e vasto e muitas mesas de jogo estão abertas a inscrições de participantes.

Numa altura em que os jogos narrativos parecem ter saído da secção dos cromos das nossas escolas, garagens e noites de amigos, para o mundo mediático, através de séries como Stranger Things, o Rolisboa vem mostrar não só o que de mais mainstream e popular existe neste mundo mas também o trabalho da comunidade Portuguesa com mostras de jogos nacionais.

Apresentações de Jogos nacionais: Asilo de Daniel Carvalho Heróis Modernos de João Mariano e Luís Cavaco Publidrama de Sérgio Mascaranhas Pangeah Restoerd de FErnando Silva
Apresentações

Não percas a oportunidade de conhecer este hobby e, mais que tudo, as maravilhosas pessoas que são a Comunidade Portuguesa de Jogadores de RPG.

Mais informações sobre o Rolisboa aqui.